Pobreza menstrual: mulheres precisam de atendimento de emergência após improviso com miolo de pão
Deputado apresenta propostas para garantir absorventes higiênicos a mulheres de baixa renda
Menstruação: um processo natural do corpo feminino, mas ainda um tabu e cercado de desinformação. Por isso mesmo, é questão de saúde pública, e não pode ser negligenciada. E uma pesquisa realizada no Brasil, uma em cada quatro jovens já faltou à aula por não poder comprar absorvente.
O deputado estadual Dr. Rafael Favatto (PATRI) preocupado com essa situação, protocolou Projeto de Lei que cria um programa de distribuição gratuita de absorventes higiênicos para todas as alunas das escolas públicas de nível fundamental e médio, por meio de cotas mensais.
A ideia é combater o que a Organização das Nações Unidas (ONU) chama de pobreza menstrual. Segundo o Fundo de População da ONU, a expressão se refere à dificuldade que mulheres de baixa renda enfrentam para ter acesso a produtos para o período menstrual, incluindo absorventes e tampões.
Para o deputado, essa é uma pauta de saúde pública essencial. “A educação menstrual precisa ser tratada nos programas de apoio a mulher nas escolas, nos postos de saúde. A falta de conhecimento com a falta de condições financeiras põe a mulher em situação de vulnerabilidade e sérias consequências emocionais”, afirma.
Além disso, ele afirma ainda que a falta de acesso a esses produtos e facilidades leva ao risco de infecção no aparelho urinário para essas mulheres.
No Reino Unido, por exemplo, esse projeto já uma realidade. E na Itália, absorvente ainda é um item de luxo. “Falta de recursos, constrangimento, absenteísmo escolar ou de trabalho, vários problemas estão sendo expostos e cabe nós, parlamentares abrir os olhos para uma causa pouco debatida, a chamada pobreza menstrual no Brasil”, finaliza o texto.

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